Taxa de desocupação em Pernambuco continua caindo em 2020

A taxa de desocupação em Pernambuco é de 14,5%, neste primeiro trimestre de 2020, segundo a PNAD Contínua, melhor do que a divulgada no mesmo período do ano passado (16,1%). Houve uma queda de 1,6 ponto percentual, o que representa menos 85 mil desocupados em relação ao mesmo período de 2019.

Segundo o secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação do Estado, Alberes Lopes, no ano passado, no mesmo trimestre, havia 651 mil sem ocupação no Estado. Agora, nos três primeiros meses de 2020, o total foi de 593 mil. “Em todo o Estado, temos 3,4 milhões de pessoas ocupadas”, disse Alberes. 

A queda na taxa de desocupação vem se mantendo sustentada desde o primeiro trimestre de 2017, quando atingiu 17,1%, mantendo aderência com o desempenho do PIB de Pernambuco, que vem crescendo acima da média nacional neste período. “Este resultado ainda não mostra o impacto da pandemia nas nossas vidas, mas ele revela que, no início do ano, estávamos no caminho certo, com uma política de atração de investimentos e capacitação de trabalhadores que começou em 2019”, frisou Alberes.

No tocante à questão da informalidade, que se manteve estável em 18 estados, Pernambuco tem um total de 48,4% informais, 0,4 ponto percentual menor que o do trimestre passado, mas considerado dentro da estabilidade estatística. Ainda assim, o Estado pernambucano fica com o segundo melhor resultado no ranking do Nordeste. A taxa do Estado supera apenas a de Alagoas (47,2%). 

O Nordeste foi a região do País com as maiores medidas de subutilização da força de trabalho e, a Região Sul, conquistou as menores, o que reflete a desigualdade entre as regiões brasileiras. Contudo, neste semestre, entre os nove estados da região nordestina, Pernambuco teve a menor taxa subutilização de mão de obra neste período analisado, segundo a pesquisa da PNAD, ficando com 29,8%. 

Do total de pessoas ocupadas do setor privado em Pernambuco, 65,4% têm carteira assinada. Este é o melhor resultado da região nordestina, segundo os últimos dados da PNAD.

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