Presidente da Amupe se posiciona contra a realização das eleições este ano

A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) promoveu ontem (25) assembleia extraordinária com a participação da bancada pernambucana no Congresso. Na ocasião, foram discutidos diversos assuntos relacionados a pauta municipal, porém o possível adiamento das eleições ganhou destaque.

O presidente da Amupe, José Patriota, se posicionou contra a realização do pleito e defendeu a prorrogação dos mandatos. “Não teremos nem tempo pra fazer a transição para o novo gestor”, afirmou. Ainda de acordo com ele, a eleição demandaria um aporte grande de recursos públicos. “É complicado, pois é um momento que o país precisa de dinheiro para combater o coronavírus”, completou.

O senador Humberto Costa defendeu a unificação das eleições. Conforme ele, está claro que não vai ser possível cumprir a data inicial prevista. “Eu entendo a preocupação dos prefeitos”, frisou. Já o deputado federal Augusto Coutinho afirmou que não há clima de prorrogação de mandato devido a pandemia. “O entendimento é que essa eleição aconteça em 15 de novembro ou 6 de dezembro”, explicou.

“Nós temos todas as razões para que isso possa acontecer, o país teria uma economia imensa na base entre R$ 6 bilhões ou R$ 7 bilhões, com o fundo partidário. Eu defendo as eleições em 2022”, disse o deputado federal Ricardo Teobaldo. A medida também foi defendida pelo deputado federal Tadeu Alencar, que afirmou que a alteração do calendário será necessária. “O adiamento até dezembro não soluciona o problema”, ressaltou.

O deputado federal Silvio Costa Filho defendeu que seja realizada uma nova reunião em 30 dias, pois o tema ainda não é discutido na Câmara. A posição é a mesma de Carlos Veras e do Bispo Ossesio.

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