Alberto Feitosa defende intervenção federal na saúde de Pernambuco

A intervenção do Governo Federal na saúde pública de Pernambuco foi defendida pelo deputado Alberto Feitosa (PSC) nesta quinta-feira (28). O parlamentar enviou um ofício solicitando a medida à Presidência da República, argumentando a necessidade de “pôr termo a grave comprometimento da ordem pública”, conforme previsto no Art. 34, inciso III, da Constituição Federal.

“As ações do Estado e da Prefeitura do Recife contra a pandemia estão sendo feitas sem planejamento, estratégia ou qualquer lógica”, justificou Feitosa. Para o deputado do PSC, o Governo fracassou nas medidas de isolamento social, na execução de barreiras sanitárias e na proteção aos profissionais de saúde.

“O lockdown na Região Metropolitana do Recife não funcionou, só serviu para os carros se amontoarem em engarrafamentos. Também não foram feitas barreiras sanitárias no Interior, nem foi tomado o devido cuidado com o Ceasa. Quase todos os municípios têm casos da Covid-19”, lamentou. “O resultado é que temos mais mortes por coronavírus do que em diversos países da Europa. E o maior número de profissionais de saúde contaminados do Brasil”, afirmou. Feitosa voltou a defender o uso de medicações que, segundo ele, teriam efeitos preventivos contra a doença.

Outra questão citada foram as ações do Tribunal de Contas do Estado e da Polícia Federal direcionadas a compras realizadas pela Prefeitura do Recife. “Todo dia, há uma surpresa nos órgãos de controle. Eu não acreditei, por exemplo, que uma pequena empresa do Interior de São Paulo receberia R$ 11 milhões por respiradores que não foram testados em seres humanos. Mas era verdade”, declarou.

“Sob o ponto de vista ético, a Prefeitura do Recife só apareceu em âmbito nacional em diferentes escândalos. Ficou demonstrada a perda de credibilidade e a incompetência da gestão municipal e estadual”, considerou o parlamentar. “Vamos ficar apenas esperando de braços cruzados? O povo vai nos cobrar se não apoiarmos a intervenção federal”, reforçou o parlamentar.

Deixe uma resposta