Recife registra protesto contra Bolsonaro e a favor da vacinação contra a Covid-19

G1 PE

Um protesto contra o governo Bolsonaro reuniu diversas pessoas neste sábado (19), no Centro do Recife. O ato foi convocado por movimentos sociais e estudantis, partidos políticos e centrais sindicais, que pediram também vacinação contra a Covid-19 e políticas de erradicação da fome e da pobreza.

Mesmo diante da chuva, os manifestantes começaram a se concentrar por volta das 9h na Praça do Derby, e, às 10h, saíram em caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista, até as pontes Duarte Coelho e Santa Isabel, onde o ato foi encerrado pacificamente às 12h15

Durante a caminhada, o grupo seguiu em fila indiana pela Avenida Conde da Boa Vista. Todas as pessoas utilizavam máscara, mesmo com chuva. O único ponto em que os manifestantes ficaram próximos uns dos outros foi a Praça do Derby, devido à chuva.

Policiais militares e agentes de trânsito fizeram o acompanhamento do protesto. Os participantes da manifestação levaram faixas com frases em descontentamento ao governo de Bolsonaro.

Estudantes levaram instrumentos de percussão para cantar palavras de ordem contra o presidente. Também havia três seringas gigantes com os nomes das vacinas da AstraZeneca, CoronaVac e Pfizer, atualmente sendo aplicadas no Brasil. De um lado, estavam os nomes dos imunizantes. Do outro, a frase “fora Bozo”. A todo tempo, os organizadores do ato recomendaram que os manifestantes respeitassem o distanciamento social.

Ao deixarem a praça para atravessar a Avenida Agamenon Magalhães, em direção à Avenida Conde da Boa Vista, ocorreram alguns pontos de aglomeração, mas os manifestantes se afastaram uns dos outros logo em seguida. Houve distribuição de máscaras do tipo PFF2, que têm maior eficácia na proteção contra a Covid, e de álcool a 70%.

Em diversos momentos, os manifestantes lembraram as agressões da Polícia Militar aos manifestantes, no protesto do dia 29 de maio. A ação truculenta levou à queda do então secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, e do então chefe da PM, Vanildo Maranhão, que depois foi transferido à reserva remunerada. O governador Paulo Câmara (PSB) aceitou o pedido de exoneração de ambos.

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