Prefeitos, estudantes e educadores cobram universidade no Agreste Setentrional

Com 19 municípios e cerca de 580 mil habitantes, o Agreste Setentrional é a única região de desenvolvimento em Pernambuco sem instituição de Ensino Superior pública e presencial. Para preencher essa lacuna, um movimento pela criação de uma universidade foi lançado por gestores públicos, empresários e educadores. O pleito foi tema de audiência pública realizada pela Comissão de Educação e Cultura da Alepe nesta segunda (19).

“Nosso propósito é lutar por uma instituição, seja ela estadual ou federal, com sede física no Agreste Setentrional. É um descaso histórico que ela não exista”, afirmou Horasa Andrade, vice-presidente da Comissão de Articulação Pró-Universidade, responsável pela demanda. Ela frisou que a região possui municípios economicamente importantes nos setores moveleiro, têxtil e agrícola, como Santa Cruz do Capibaribe, Surubim, Toritama e Limoeiro.

O levantamento realizado pela Comissão Pró-Universidade estima entre 800 e mil estudantes universitários que precisam se deslocar do Agreste Setentrional para ir a universidades públicas. Só em Surubim estão 550 desses alunos, informou a prefeita Ana Célia. “Em 2016, tínhamos apenas dois ônibus levando estudantes universitários. Hoje são oito, todos lotados”, disse o prefeito de Orobó, Cleber Chaparral. 

Responsável pela solicitação da audiência, o deputado Professor Paulo Dutra reconhece a dificuldade de se montar uma nova instituição de Ensino Superior no atual contexto nacional em razão de diversos cortes nos recursos destinados à área. “Mas essa luta não vem de agora e precisa ser contínua. Tenho certeza de que a próxima universidade a ser implantada no País será em Surubim, pela força do grupo que está lutando por isso lá”, opinou. 

O presidente da Comissão de Finanças da Alepe, Lucas Ramos, anunciou que o tema deve entrar na discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de Pernambuco para 2020, atualmente em tramitação na Casa. “Com o superávit esperado de R$ 700 milhões, nós podemos ajudar a Universidade de Pernambuco (UPE) a implantar um novo campus na região”, observou.

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