Demissão de Nelson Teich tem repercussão negativa no Senado

A demissão do ministro da Saúde, Nelson Teich, teve repercussão negativa entre os senadores. Teich deixou o cargo menos de um mês depois da saída do seu antecessor, Luiz Henrique Mandetta. A pasta vai para o seu terceiro ocupante durante a pandemia de coronavírus.

Para o líder do MDB, senador Eduardo Braga, a saída de Teich “eleva a temperatura” da crise no país. Ele afirma que o Brasil carece de uma condução “equilibrada” para enfrentar a pandemia. “Esperamos que a escolha do futuro ministro seja orientada por critérios técnicos e que o Ministério da Saúde siga alinhado com a ciência”, disse.

O senador Alvaro Dias, líder do Podemos, afirmou que Bolsonaro demonstra “prepotência” e “arrogância” e está falhando em comandar o país. Ele avalia que o Congresso deveria liderar o combate à pandemia, junto com estados e municípios. “O problema não são os ministros, o problema é o presidente, ou a ausência de um presidente de verdade. O Brasil está à deriva. O presidente comporta-se como se fosse o maior cientista do universo, interferindo onde não deve. É uma irresponsabilidade sem tamanho”, frisou.

Já Humberto Costa (PT) e José Serra (PSDB), que já foram ministros da Saúde, destacaram a postura de “negação da ciência” do presidente e apontaram-no como centro da crise que o país atravessa.

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